Relatos de Viagem

Cuba

20 de junho de 2017

Bastidores da expedição

Por Nataja Vidal

Visitar Cuba sempre foi um sonho. “Lembranças” de um lugar onde eu nunca tinha ido, formadas através da leitura de alguns livros, especialmente a Triologia Suja de Havana, do escritor cubano Pedro Juan Guitiérrez. A intensidade de Cuba, no sentido literal da palavra, pode ser traduzida em fotografia, música, cores e calor, muito calor rs! E ainda há a questão politica. É impossível ir a Cuba e não discutir sobre o assunto. Mas isto também torna a viagem mais interessante, pois há uma lacuna enorme entre a Cuba que, daqui do Brasil, ouvimos falar e a que vamos tomando contato, durante a viagem.

A chegada em Havana é como voltar ao tempo. Aliás, um tempo que eu não vivi, pois o país “parou nos anos 50″e eu nasci em 1984. Foi quase como entrar em um filme antigo, só que da vida real. No pequeno aeroporto, que mais parece (parece não, de fato é!) uma repartição pública, circulam os funcionários devidamente uniformizados. Me chamou muito a atenção o fato de que todas as  funcionárias usavam meias calças pretas, daquelas rendadas, que por aqui já sairam de moda faz muito tempo. E num calor de quase 40 graus!

À nossa espera, estava o guia Danilo, que além de trabalhar com turismo é doutor em direito pela Universidade de Havana. De lá, seguimos para o bairro de Cojímar e nos hospedamos da casa da família do Danilo. Aliás, se hospedar nas casas dos cubanos é algo super comum, além se ser uma experiencia maravilhosa. Tivemos 7 dias antes da expedição começar para verificar algumas locações, e nos certificar de que tudo correria conforme o planejado.

O primeiro dia das expedições sempre me deixam com borboletas no estômago, um misto de ansiedade e alegria. Fomos então buscar a Jurema e a Marta  no aeroporto de Santa Clara, e de lá partimos para o Caribe Cubano, mas precisamente para o Cayo Santa Maria. No caminho fomos conversando sobre nossas expectativas, sobre o que sabíamos e sobre o que queríamos aprender sobre fotografia, e claro sobre a misteriosa ilha de Fidel Castro.

De todas as minhas viagens, eu diria que Cuba é o lugar perfeito para quem gosta de fotografia de rua. Os cubanos em geral são muito amistosos. Basta falar que somos do Brasil e pronto! A conversa vai longe.

De tudo um pouco acontece nas ruas: homens se barbeando, vendedores de frutas perambulando, turistas de todos os lugares do mundo, músicos do mais alto calibre tocando, e claro, pessoas dançando Salsa. Aliás, como é impressionante a vocação musical deste povo. Suingue e ritmo correm no sangue de qualquer cubano. Somando isso tudo ao fato de que o país inteiro é um museu a céu aberto, não restam dúvidas de que a fotografia acontece o tempo todo, basta olhar ao redor!

Até breve Cuba!

Nataja Vidal
Fotógrafa e fundadora da Travessia junto com seu companheiro da vida, Tom. Foi a forma que encontrou de fazer do mundo sua sala de aula e de poder proporcionar aos seus viajantes vivências inesquecíveis.

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